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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Estado da Educação (2015) - Conselho Nacional de Educação

A publicação Estado da Educação 2015 surge na continuidade dos relatórios anuais que o Conselho Nacional de Educação publica desde 2010.

À semelhança das edições anteriores, o Estado da Educação 2015 apresenta indicadores de referência do sistema educativo que permitem caracterizar a rede escolar, a população escolar e a oferta educativa e formativa, o corpo docente, a avaliação e os resultados escolares e o financiamento público da educação, dos diferentes níveis e modalidades de ensino.

O relatório conta igualmente com a introdução, assinada pelo Presidente do Conselho Nacional de Educação, Professor David Justino, e termina com três artigos de investigação.


Estado da Educação - 2015

domingo, 25 de setembro de 2016

Dropbox: Uma ferramenta sempre útil!

Hoje em dia, muitos de nós, passam grande parte do tempo a saltar entre máquinas.

No trabalho têm um equipamento, em casa têm outro e por vezes ainda acrescentamos um portátil e/ou um smartphone, um tablet ao rol de desktops que utilizamos!


Não é fácil gerir os conteúdos comuns em cada uma das máquinas.
Eu pessoalmente já tive imensas dificuldades em encontrar o ficheiro mais actualizado na pen, disco externo ou nos próprios computadores!

Já há alguns anos, descobri esta maravilhosa ferramenta que passei a utilizar e não abandonei nunca mais! Deixei de ter esses problemas e muitos outros, como por exemplo, virus nas pens, que deixei completamente de utilizar, etc.

Na minha opinião, trata-se de uma ferramenta essencial, sem a qual não conseguiria passar!

Perguntamos então, mas como isso é feito?

Dropbox é um programa que usa o conceito de Computação nas Nuvens (cloud computing), que é um modelo de computação em que os dados, ficheiros e aplicações residem em servidores físicos ou virtuais, acessíveis por meio de uma rede em qualquer dispositivo compatível. No caso do Dropbox o disco virtual oferece 2GB de espaço e também tem a opção de upgrade podendo esse espaço ser obtido, pagando, ou então fazendo convites.

O ideal seria termos quem fizesse essa gestão por nós, isto é, termos online um serviço que esteja obcecado pelo nosso trabalho, que grave tudo e seja uma cópia fiel de uma determinada área de trabalho local.

O Dropbox é a solução. Não só entre várias máquinas como também entre vários sistemas operativos.

Hoje com mais de cinco anos de experiência, já não consigo ter uma máquina sem esta pérola!

O Dropbox é um sistema multi-plataforma (funciona em Windows, Linux, Mac OS, Android, iOS e Windows Phone) e com ele você pode resolver todos estes problemas.

Mas como funciona isso na prática?

Esta cópia temporal permite que os ficheiros mesmo que sejam apagados sejam recuperados alguns dias depois, se necessário; o Dropbox guarda essas alterações para que possa recuperar algo se for apagado por engano.
Mas onde ficam guardados os meus ficheiros?


Sim é um pergunta importante, pois quem aposta neste tipo de serviço pretende estabilidade, segurança e fiabilidade, mas todos esses requisitos foram acautelados pela equipa do Dropbox. Todos os ficheiros existentes nos servidores Dropbox são enviados por SSL, encriptados com AES-256 e guardados nos seus servidores.

Mas vamos a um exemplo prático e real:


Eu tenho na minha Escola o meu computador onde instalei o Dropbox. Em casa no meu portátil tenho o mesmo serviço instalado e o mesmo acontece no meu servidor. Sempre que preciso de ter à mão algum documento, palavra-passe ou ficheiro que seja necessário sempre que estou frente a um computador, arrasto-o para dentro da pasta Documents que existe dentro da pasta Dropbox.

Logo que me ligo, o serviço Dropbox sincroniza-se com o servidor do Dropbox e transfere para as pastas existentes no computador o que existe de novo na conta, assim posso de imediato ter acesso ao documento que arrastei na escola para dentro da tal pasta.

Caso esteja nalgum lugar e precise de algo que está na minha conta Dropbox e tenha um PC à mão, entro no serviço online, com o meu username e password e com isso acesso ao documento em qualquer ponto do planeta, desde que tenha um computador com acesso à net.

Posso também partilhar imagens, fotografias, ficheiros de áudio e de qualquer outro tipo através da pasta Public, que me atribui uma link público para partilhar com o mundo.

Para começar vá ao site do


e registe-se.

Após estar registado faça o download da aplicação Dropbox. Esta aplicação colocará na sua máquina uma pasta normal. Dentro desta, serão criadas outras todas farão a ponte entre as máquinas e tudo o que lá colocar será sincronizado. Primeiro passa pelo serviço que criará uma cópia temporal e quando uma outra máquina se sincronizar, receberá os ficheiros que deixou na primeira máquina.


Deixo aqui uma publicação que o(a) ajudará nos primeiros passos com a sua Dropbox:



Primeiros passos com a Dropbox

Nos próximos dias publicarei mais algumas dicas importantes, que ajudarão a tirar melhor partido das funcionalidades da Dropbox.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Crianças até aos 14 anos não devem fazer TPC's

Os trabalhos de casa são tarefas didáticas que completam a aprendizagem obtida na escola. Mas serão mesmo necessários?


Justin Coulson é um dos mais aclamados oradores, autores e pesquisadores australianos. Dedica-se especialmente à família e aos mais novos e no seu mais recente artigo assinado no Courier Mail revela os motivos pelos quais as crianças até aos 14 anos não devem fazer os trabalhos de casa (TPCs):

  • São um fardo para os professores – além de terem que preparar os exercícios para as crianças fazerem em casa, os professores têm ainda que gerir o tempo das aulas para explica-los e, depois, para corrigi-los.

  • Geram stress nos mais novos – depois de um dia repleto de aulas, a obrigação de fazer os trabalhos de casa pode causar stress às crianças, principalmente àquelas que não compreenderam a matéria na aula e que não têm apoio em casa para os exercícios. Em 2012, salienta a publicação, foi revelado um estudo que relaciona diretamente os TPCs e o aumento dos níveis de ansiedade, depressão e raiva entre as crianças.

  • Reduz o tempo que os pais têm para os filhos – embora esteja com eles a realizar os exercícios, os pais acabam por perder momentos de lazer com as crianças. Os trabalhos de casa acabam por ocupar o pouco tempo livre que as crianças têm antes de ir para a cama.

  • Não inspiram nem estimulam a curiosidade – diz o Courier Mail que os trabalhos de casa não melhoram a compreensão das crianças e não estimulam a vontade de aprender ou de procurar novas matérias.

  • Podem prejudicar a aprendizagem – quando a matéria não é compreendida nas aulas e não existe apoio pedagógico em casa para a realização dos exercícios, os trabalhos de casa podem ser prejudiciais e dar azo a raciocínios errados. Além disso, algumas crianças podem adotar mecanismos menos corretos (como copiar ou inventar) para completar os exercícios, acabando por ‘desaprender’.

  • Devem apostar na leitura – se os trabalhos de casa podem ter consequências adversas na aprendizagem, a leitura não. Diz o especialista que as crianças devem ler, ser estimuladas a fazê-lo e a criar o hábito diário de leitura. Além de dar prazer – pois revela sabedoria –, a leitura estimula o cérebro.

Depois dos 14 anos, além dos trabalhos de casa serem menos frequentes, os jovens adotam métodos de estudo próprios conforme as suas necessidades ou objetivos escolares.


Isto é Matemática! (1) - Reinventar a roda

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Aí estão os novos alunos!

Ninguém ignora que a fonte da vitalidade e do crescimento do ensino superior nos países mais desenvolvidos da Europa se radica na busca de novos públicos.

A procura de novos aprendentes tem encontrado justificação no princípio de que o ensino superior é um dos recursos fundamentais e não esgotáveis para promover o bem-estar, a segurança pessoal e social dos povos e das nações, no pressuposto de que o capital intelectual irá substituir o capital financeiro e o capital físico, tornando-se, por isso, a pedra angular para a prosperidade e o desenvolvimento.

Interessa, pois, registar também a nossa convicção de que existem novos públicos que alimentam e se querem servir do ensino superior, de que existem milhares de cidadãos que se dirigem às instituições de ensino superior conscientes da necessidade da aprendizagem permanente, já que a sociedade do conhecimento gera a desactualização permanente.

Esses novos públicos são constituídos por adultos integrados na força do trabalho, que interiorizaram o princípio da aprendizagem ao longo da vida, procurando, por essa via, novos saberes que reforcem a qualidade do exercício da sua vida profissional, lhes abram novos caminhos profissionais, ou diferentes percursos no seu processo de crescimento pessoal. Muitos outros procuram as instituições de ensino superior numa idade ainda socialmente útil, mas em que os processos de reforma os encostaram à desocupação precoce, não compaginável com a vitalidade que ainda revelam.

Incompreensivelmente, são as entidades privadas quem primeiro despertaram para esta realidade, enredando-se as instituições públicas em processos de discussão endogâmica que certamente lhes permitem purificar, ao limite, a árvore, mas que as impedem de se lançar na exploração do manancial oferecido pela floresta.

Claro que estes novos públicos obrigam a mudanças radicais nas rotinas organizacionais das instituições. Mudanças que abarcam sectores tão diferenciados quanto os que se reportam aos horários de funcionamento, ou ao atendimento e entendimento pessoal e personalizado dos novos alunos. Mudanças que envolvem a criação de bibliotecas virtuais, plataformas de ensino a distância ou a implementação de procedimentos de comunicação próximos do que poderíamos designar por "pedagogia digital".

Estes novos paradigmas encerram também a necessidade, inadiável, de exigir uma clarificação da designação das titulações e dos diplomas em vigor, assunto sobre o qual urge a busca de um consenso, pelo menos entre os países que integram a Comunidade Europeia.

Pior do que o enfrentar dessa situação, é o imobilismo das próprias instituições de ensino superior em aceitar estes novos desafios, em incorporar a mudança, em inflectir comportamentos que visem aproximar o investimento pessoal de quem aí trabalha das necessidades da sociedade do futuro. E também o atavismo dos governos que preferem deixar nas regras concorrenciais do mercado a sobrevivência das instituições, em vez de, num esforço conjunto, desenharem com essas instituições os novos percursos e o sentido da mudança. Designadamente, sobre a necessidade de compreender que se a última metade do século XX correspondeu à necessidade de expansão da rede do pré-escolar, as primeiras décadas do século XXI exigem um considerável alargamento da rede de apoio aos públicos seniores.

Por isso nos interrogamos se estamos preparados para o aparente caos que já nos rodeia e que nos obrigará a mudar uma boa parte das nossas representações sobre o que é um aluno do ensino superior e sobre os métodos e os processos de os formar.