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terça-feira, 30 de julho de 2013

Contrapoder


Neste dia... em video!...

Links interessantes... Comer e dormir

Acabei de descobrir um blog interessantíssimo dedicado à paixão pelas coisas boas da vida. Aqui encontra algumas sugestões como: onde comer, dormir, comprar, visitar, ler...
Rojões no pingue

Aqui fica o link:

A dignidade não se negoceia!

Foto: Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Qual é o seu nome?
- Chamo-me Nelson, Senhor.
- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.
Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
- Agora sim! - vamos começar .
- Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça.
E agora, para que serve a justiça?
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor .
- Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta:
"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"
Todos ficaram calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não! - responderam todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais! 

Vá buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

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Veja mais posts, SIGA¸.◦*´`✿ Renata Nunes

Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Qual é o seu nome?
- Chamo-me Nelson, Senhor.
- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.
Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém disse nada.
- Agora sim! - vamos começar .
- Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma aluna.
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça.
E agora, para que serve a justiça?
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor .
- Para distinguir o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta:
"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"
Todos ficaram calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não! - responderam todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a propósito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!

Vá chamar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro curso.

Aprenda:

Quando não defendemos os nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negoceia!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Contrapoder


A lógica do privado é o lucro e a lógica do público é o desperdício

O Banda Larga, a propósito,

Não há nenhuma organização que possa viver sem lucro. Desde a família, passando pelas empresas e terminando no estado. Sem lucro não há investimento e sem investimento não há postos de trabalho. O estado converte o lucro em desperdício, este em prejuízo e por sua vez o prejuízo em bancarrota ao fim de algum tempo. 
É claro que há actividades que têm que ser asseguradas pelo estado e por ele prestadas em monopólio. É o caso da Justiça entre outras. E há outras que devem asseguradas pelo estado mas não prestadas só por si. É o caso da educação e da saúde onde a sã e transparente competição permite vários modelos de gestão, comparação de resultados e mudanças em direcção à excelência. De outra forma, em sistema fechado, nada muda. As pessoas e os processos não são avaliadas, não se conhecem os resultados e a decadência espreita. 
O lucro é pois um factor importantíssimo no desenvolvimento e no bem estar das sociedades. Não é qualquer coisa intrinsecamente má que se possa colar a multimilionários esbanjadores ou a esquemas fraudulentos. É o resultado dos esforços de trabalhadores e de patrões que permite pagar salários, taxas e impostos. Sem lucro privado os serviços públicos soçobram. 
Em Portugal lucro é sinónimo de "Porches amarelos" e de iates no mediterrâneo. Nada mais falso!

Neste dia... em video!...

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domingo, 28 de julho de 2013

Live... The Australian Pink Floyd Show - Pink Floyd Tribute In Concert

Protest Songs... UHF - Vernáculo

A canção está incluída no disco novo da banda de António Manuel Ribeiro, A Minha Geração

Trata-se de uma crítica a vários aspetos da política e sociedade do nosso país!

Ouça aqui a música e leia a letra:


Estou cansado, pá 
Cansado e parado por dentro 
Sem vontade de escolher um rumo 
Sem vontade de fugir 
Sem vontade de ficar 
Parei por dentro de mim 
Olho à volta e desconheço o sítio 
As pessoas, a fala, os movimentos 
A tristeza perfilada por horários 
Este odor miserável que nos envolve 
Como se nada acontecesse 
E tudo corresse nos eixos. 
Estou cansado destes filhos da puta que vejo passar 
Idiotas convencidos 
Que um dia um voto lançou pela TV 
E se acham a desempenhar uma tarefa magnífica. 
Com requinte de filhos da puta 
Sabem justificar a corrupção 
O deserto das ideias 
Os projectos avulso para coisa nenhuma 
A sua gentil reforma e as regalias 
Esses idiotas que se sentam frente-a-frente no ecrã 
À hora do jantar para vomitar 
O escabeche de um bolo de palavras sem sentido 
Filhos da puta porque se eternizam 
Se levam a sério 
E nos esmigalham o crânio com as suas banalidades: 
O sôtor, vai-me desculpar 
O que eu quero é mandá-los cagar 
Para um campo de refugiados qualquer 
Vê-los de Marlboro entre os dedos a passear o esqueleto 
Entre os esqueletos 
Naquela mistura de cheiros e cólicas que sufoca 
Apenas e só -- sufoca. 

Estou cansado 
Cansado da rotina 
Desta mentira que é a vida 
Servida respeitosamente 
Com ferrete 
Obediente 
Obediente. 

Estou cansado de viver neste mesmo pequeno país que devoram 
Escudados pelas desculpas mais miseráveis 
Este charco bafiento onde eles pastam 
Gordos que engordam 
Ricos que amealham sem parar 
Idiotas que gritam 
Paneleiros que se agitam de dedo no ar 
Filhos da puta a dar a dar 
Enquanto dá a teta da vaca do Estado 
Nada sabem de história 
Nada sabem porque nada lêem além 
Da primeira página da Bola 
O Notícias a correr 
E o Expresso, porque sim! 
Nada sabem das ideias do homem 
Da democracia 
Atenas e Roma 
Os Tribunos e as portas abertas 
E a ética e o diálogo que inventaram o governo do povo pelo povo 
Apenas guardam o circo e amansam as feras 
Dão de comer à família até à diarreia 
Aceitam a absolvição 
E lavam as manápulas na água benta da convivência sã 
Desde que todos se sustentem na sustentação do sistema 
Contratualizem (oh neologismo) o gado miúdo 
Enfatizem o discurso da culpa alheia 
Pela esquizofrenia politicamente correcta: 
Quando gritam, até parece que se levam a sério 
Mas ao fundo, na sacristia de São Bento 
O guião escrito é seguido pelas sombras vigentes.  

Estou cansado 
Cansado da rotina 
Desta mentira que é a vida 
Servida respeitosamente 
Com ferrete 
Obediente 
Obediente. 

Estou farto de abrir a porta de casa e nada estoirar como na televisão 
Não era lá longe, era aqui mesmo 
Barricadas, armas, pedradas, convulsão 
Nada, não há nada 
Os borregos, as ovelhas e os cabrões seguem no carreiro 
Como se nada lhes tocasse -- e não toca 
A não ser quando o cinto aperta 
Mas em vez da guerra 
Fazem contas para manter a fachada: 
Ah carneirada, vossos mandantes conhecem-vos pela coragem e pela devoção na gritaria do futebol a três cores 
Pelas vitórias morais de quem voa baixinho 
E assume discursos inflamados sem tutano. 

Estou cansado 
Cansado da rotina 
Desta mentira que é a vida 
Servida respeitosamente 
Com ferrete 
Obediente 
Obediente. 

Estou cansado, pá 
Sem arte, sem génio, cansado: 
Aqui presente está a ementa e o somatório erróneo do desempenho de uma nação 
Um abismo prometido 
Camuflado por discursos panfletários: 
Morte aos velhos! 
Morte aos fracos! 
Morte a quem exija decência na causa pública! 
Morte a quem lhes chama filhos da puta! 
- E essa mãe já morreu de sífilis à porta de um hospital. 
Mataram os sonhos 
Prenderam o luxo das ideias livres 
Empanturraram a juventude de teclados para a felicidade 
E as famílias de consumo & consumo 
Até ao prometido AVC 
Que resolve todas as prestações: 
Quem casa com um banco vive divinamente feliz 
E tem assistência no divórcio a uma taxa moderada pela putibor. 
Estou cansado, pá 
Da surdez e da surdina 
Desta alegria por porra nenhuma 
Medida pelo sorriso de vitória do idiota do lado 
Quando te entala na fila e passa à frente 
É a glória única de muita gente 
Uma vida inteira... 

Eleitos, cuidem da oratória...
 


Crónica: Gonçalo M. Tavares - Maria Velho da Costa

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Porque é que os adolescentes estão a deixar o Facebook?


Nos últimos tempos, vários relatórios indicaram uma tendência estranha, à primeira vista: os adolescentes estão a deixar o Facebook e a aderir a outras redes sociais, em especial Twitter e Instagram.

O mais recente é da Pew Research Center, que indica uma estagnação do número de utilizadores adolescentes do Facebook, ao mesmo tempo que partilham mais sobre si próprios nas redes sociais. A resposta é simples. O que é que leva os adolescentes a fugirem de algum lado? Demasiados adultos.

Talvez o mesmo motivo pelo qual a rede social Google+ ainda não levantou voo, demasiados adultos e uma grande percentagem de homens. Aliás, há mais adolescentes ainda no quase defunto MySpace (7%) que no Google+ (3%).

Basicamente, os adolescentes não querem ser amigos dos pais em lado nenhum, muito menos numa rede social onde correm o risco de ser apanhados bêbedos, em festas onde não deviam ter ido ou a queixarem-se exactamente deles – dos pais.

Estes adolescentes até podem manter as suas contas no Facebook, não porque adorem a rede mas "porque toda a gente tem."

Como a maioria dos adultos não acha muita piada ao Twitter, havendo grandes porções que nem sequer entende a mecânica da coisa, os adolescentes fogem para lá. O Pew Research Institute descobriu que duplicou o número de adolescentes no Twitter (de 16% em 2011 para 24% em 2012) e a tendência é de crescimento. O que também está relacionado com a quantidade de celebridades que usam o Twitter para contactarem com os fãs, promoverem os seus filmes/álbuns/sites e ainda ganharem dinheiro com tweets patrocinados (Jared Leto e Khloe Kardashian encaixam 13 mil dólares por tweets destes. Vai buscar.)

Os adolescentes também estão a fugir para o Instagram, que é o novo local da moda, onde todos podem ser hipsters e #publicarem #fotos #com #dez #hashtags.

Há ainda outro problema no Facebook: demasiados disparates, demasiado drama e demasiada bisbilhotice. Mexericos, disse-que-disse, lavagem de roupa suja nos murais. Tente lá ter uma discussão destas no Twitter: o limite de 140 caracteres é um travão efectivo de personalidades demasiado dramáticas ou com a mania da perseguição.

"Embora o Facebook ainda esteja muito integrado na vida dos adolescentes, é visto por vezes como uma utilidade e uma obrigação, em vez de uma nova e excitante plataforma que os adolescentes podem considerar sua", lê-se no relatório do PRI.

Curiosamente, quando o Twitter foi lançado os adultos "colonizaram" a rede social. Depois, vieram os Beliebers* e os Directioners** e ficou tudo estragado.

É verdade que o Facebook tem mil milhões de utilizadores e que uns quantos adolescentes a apagarem a sua conta pode não tirar o sono a Zuckerberg. Mas é um facto relevante, sobretudo se continuar a aumentar. Quanto mais difícil o Facebook tornar a protecção da privacidade e da individualidade, menos vontade haverá de partilhar.

Uma das adolescentes inquiridas no estudo dizia o seguinte, e parece-me que resume bem a coisa: "Sim, é por isso que vamos ao Twitter e ao Instagram em vez do Facebook. A minha mãe não tem lá conta."

Toda a Galiza chora...


O descarrilamento de um comboio de alta velocidade Alvia, perto de Santiago de Compostela, a 23 de julho, fez 80 mortos, segundo o último balanço. Noventa e quatro passageiros continuam internados no hospital, dos quais 35 permanecem em estado crítico. A caixa negra do comboio confirma que seguia a 190 quilómetros por hora, num local onde deveria ter abrandado para apenas 80 quilómetros/hora.

“É uma imensa dor para a Galiza”, escreve o jornal La Voz de Galicia, que sublinha a ajuda imediatamente prestada às vítimas pelos habitantes da localidade:

A sociedade civil galega ofereceu, anteontem à noite, um exemplo tal que, ontem, as instituições fizeram apenas o que era preciso: inclinaram-se perante ela e aplaudiram.
Fonte: Presseurop

Vamos às soluções

NORBERTO CANHA
Norberto Canha
Diário As Beiras
22-07-2013

Em síntese: não temos agricultura; destruiu-se a indústria; não temos políticos e sindicalistas à altura das suas responsabilidades; temos uma Constituição ideológica que penaliza quem trabalha e defende e louva quem não quer trabalhar ou agita; temos um ensino que podia ser incomensuravelmente melhor do que é; não apresenta soluções só apela ao apoio às recriminações. Só lamúrias!

Este estado de coisas é porque uns e outros já têm raízes implantadas nos esgotos das cidades, isto é, desconhecem como era a vida nas aldeias, como nos fazíamos homens, como não passávamos fome, como éramos capazes de vencer as dificuldades. Hoje, infantilizou-se a juventude, irresponsabilizaram-se os prevaricadores. Não se elogia ou reconhece quem tudo faz para que nos ergamos; aqueles que têm mérito.

Em síntese, a situação em que nos encontramos narra-se em poucas linhas. Uns avós que são pais e têm quatro filhos e dois netos; trata-se de uma família respeitável e exemplar, cujo patriarca exerceu na nossa urbe um alto cargo, tinha, que já não tem, por cortes sucessivos, uma boa reforma. Tem em casa: um filho casado com dois netos; uma filha está, creio que na Suíça, a lavar e passar roupa; um filho noutro país europeu a exercer profissão equivalente ou pouco melhor do que a irmã; um filho empregado e, receoso que perca o emprego. Cá não há garantia de nada. Os filhos tinham preparação e alguns deles, até superior. Comprou-se casa baseado em rendimento garantido que tinham. E agora? Se foi o Estado que o descapitalizou por cortes na reforma e noutros proventos que lhe criou esta situação. Qual é a sua responsabilidade e a responsabilidade do Estado? O Estado não tem meios! Será um Estado irresponsável? De quem é a responsabilidade final? Fortemente dos políticos porque vão para a política para terem visibilidade ou proveito, mas virgens do conhecimento da nossa real situação e louvando tudo o que é importado sem terem capacidade para discernirem entre o bem e o mal das soluções e ideias importadas. Ouvem-se! Não aceitam uma recomendação de quem mais sabe e que dessa sabedoria já deu prova e tem experiência.

É assim que um secretário geral dum partido, o maior partido da oposição, o partido mais responsável da situação em que nos encontramos ao recusar-se a participar num Governo de convergência democrática ou, como sua Ex.ª o Presidente da Republica designou de Convergência Nacional, demonstrou não ser patriótica, não ter soluções e só tem ambições. Fez um discurso brilhante ao justificar razões porque tomava aquela posição. Foi de facto brilhante, mas duas mãos cheias de ilusões e nem o dedo mindinho a apontar para realizações e soluções.

Se eu fosse Presidente da República exigia a todos os partidos que apresentassem um programa de Governo, para dar governo ao nosso país, dentro dum mês, com realismo, respeitando os nossos compromissos e como fazer para tirar o país da situação presente. Basta de propaganda enganosa! Basta de vendedores de banha de cobra!

Creio que o senhor Presidente da República foi sensato ao fundamentar bem a decisão que tomou.

A semana... em Cartoons!














Fonte: HenriCartoon

Neste dia... em video!...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Homenagem às vítimas do descarrilamento de Santiago


Até os heróis choram... perante a tragédia!

A todos os que morreram (RIP)...
Rápida recuperação a todos os feridos...

Facebook caption...

No rain, No rainbow

Concursos 2013-2014: Indicação da componente letiva


As escolas/agrupamentos têm até às 18 horas do dia 29 de julho para identificarem os docentes que têm "horário zero".

Para tal, devem aceder a partir desta aplicação.

Deverão ser tidas em conta as orientações Circular n.º B13021106K, da DGAE:

Cinema Paraíso: Estreias

Wolverine
The Wolverine


Detalhes

Ano: 2013
Género: Acção, Aventura
Realização: James Mangold
Intérpretes: Hugh Jackman, Famke Janssen, Will Yun Lee, Tao Okamoto

Sinopse

Baseado na célebre banda desenhada, esta aventura épica recheada de ação conduz Wolverine, o personagem mais simbólico do universo X-Men, ao Japão dos dias de hoje. Fora do seu território e num mundo desconhecido, ele irá enfrentar um grande número de inesperados e mortais opositores, numa batalha de vida ou morte que o deixará marcado para sempre. Vulnerável pela primeira vez e desafiando os seus limites físicos e psicológicos, ele terá de enfrentar não só o poder letal do aço samurai, como também a sua própria imortalidade, emergindo mais poderoso do que alguma vez o vimos.

Links

A troika e a "troica"

“ A troika e a
João Miguel Tavares, Público 23/07/2013

Adorei ouvir Alberto Martins dizer que, com a decisão de Cavaco Silva, "vai ficar tudo na mesma". Ai não vai, não: António José Seguro e o PS vão ficar muito pior do que aquilo que estavam após a tentativa de suicídio político de Paulo Portas. O acordo de salvação nacional que o Presidente da República desejava não se concretizou, é verdade, mas concretizou-se algo muito importante: a demonstração de que o Partido Socialista, que levou o país à bancarrota, continua um navio de loucos, habitado pelos restos furiosos do socratismo, tomado pelos delírios juvenis de Mário Soares, e desgovernado pela quilométrica incompetência de Seguro, o homem que quer a troika mas não a austeridade.

Em bom rigor, Seguro não quer a troika. Quer, sim, a "troica", segundo as boas regras do Novo Acordo Ortográfico, adoptado nos documentos oficiais do Partido Socialista. E deve ser porque a troika e a "troica" não são a mesma entidade que ele acha que se pode dirigir ao país anunciando orgulhosamente que o PS defendeu, nos encontros para o compromisso de salvação nacional, as seguintes medidas: aumentar o salário mínimo, aumentar as pensões mais baixas, estender o subsídio de desemprego, diminuir o IVA da restauração, reduzir o IRC, criar um programa de emergência para apoiar os desempregados, mobilizar fundos comunitários para a formação profissional, recusar a privatização da TAP, Águas de Portugal, RTP e CGD, atirar a gestão da dívida acima de 60% do PIB para o colo da Europa, exigir que a componente nacional dos fundos comunitários destinada ao investimento fique de fora das contas do défice, repor os níveis anteriores do complemento social para idosos e do rendimento social de inserção, valorizar a contratação colectiva e criar um banco de fomento.

Não sei se me esqueci de alguma coisa. Mas sei isto: a "troica" que existe na cabeça dos socialistas, tal como o unicórnio e a fadinha dos dentes, talvez pudesse aceitar aquelas medidas. A troika que existe na realidade, jamais. E é isso que é tão ofensivo nesta proposta de António José Seguro: ela pressupõe que Portugal é habitado por 10 milhões de idiotas, que acham perfeitamente razoável o PS apresentar-se nas negociações para obter um compromisso de salvação nacional sem ter uma única medida - nem uma só para disfarçar - que proponha cortes na despesa do Estado.

Mas esperem. Segundo António José Seguro explicou em entrevista à SIC, o PS não entrou "num processo negocial", mas sim "num processo de diálogo". Ele dialogou, não negociou. O que é um diálogo sem negociação quando se quer chegar a um compromisso? Perguntem ao comandante do navio dos loucos. Seguro está tão ocupado a barricar-se no Largo do Rato que diz tudo o que for preciso para parecer de esquerda. "Leiam as nossas propostas", pediu ele aos portugueses. "São 20 páginas." Por acaso, o compromisso do PS tem 11 páginas. É um aumento superior ao do IVA na restauração, mas 11 ou 20 ou 4,7 milhões - quem está a contar? É o mesmo rigor que leva o partido a não quantificar aquilo que propõe.
Quantos pontos iria aumentar o défice se fosse aplicado o seu compromisso? Nenhum, porque iríamos crescer à brava! O que nós percebemos, graças a Seguro, é que mais depressa se reforma Portugal do que o PS. Agradeçamos, pois, ao Presidente por ter tornado isso tão claro. Nas próximas legislativas, a opção vai ser entre o realista incompetente e o supercompetente irrealista. É só escolher.

Neste dia... em video!...

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Organograma do novo governo de Portugal

Começar de fresco!

Via Palavrossaurux Rex, com algumas alterações minhas:

Deixem Rui Machete trabalhar, coitado!

Ele, com setenta e quatro anos, está somente a começar de fresco. Um espécie de terceira vida (não, não é terceira via...).

Vocês, media e opinadores de três tostões, têm poupado a apupos velhos repetentes da vida pública com os microfones sempre falicamente espetados à frente.

Nunca vos passou pelos cornos escavar bem escavado o Fax de Macau e dar nomes aos bois de todos os BPN que o Regime pariu.

A música do século XXI... Novidades

David Bowie - Valentine's Day


Johnny Marr - New Town Velocity



Goldfrapp - Drew


Moby - A Case For Shame (with Cold Specks)



Is Tropical - Lover's Cave



Kanye West - Black Skinheads


Franz Ferdinand - Right Action


Manic Street Preachers - Rewind The Film ft. Richard Hawley


Phoenix - Trying To Be Cool

Lançamento do Ano Letivo 2013-14

Foi disponibilizado pelo MEC um instrumento de trabalho para todos os intervenientes na Escola, o Lançamento do Ano Letivo 2013/2014 (LAL 2013/2014):

terça-feira, 23 de julho de 2013

A música do século XXI... Passenger - Let Her Go

Os Verdadeiros e Legítimos Reaccionários


A propósito de toda esta situação vivida nestes últimos dias, o Banda Larga e o Corta-Fitas publicam dois textos com os quais concordo inteiramente...

Conhecido o grau de irresponsabilidade daquilo a que o Partido Socialista chama «propostas alternativas», foi José Gomes Ferreira quem (perante o incontido desconforto de António José Teixeira, que logo convidaria Seguro para uma entrevista) as explicou melhor, na Sic: o PS defendia cortes de apenas 2 mil milhões; seguidos de aumento de despesa e diminuição de receita de 2 mil milhões (mediante coisas como a subida de salários, a reposição das pensões, o congelamento das saídas na função pública, o abaixamento do IVA da restauração). Ou seja, o PS quereria governar como se houvesse dinheiro, como se não estivéssemos ainda a pagar penosamente as consequências do desgoverno socialista, como se não estivessemos mergulhados num gravíssimo problema de défice e dívida.
A explicação de Gomes Ferreira é, além, de verdadeira, claríssima. Terá sido por isso que nenhum outro jornalista repegou nela, preferindo ouvir sucessivamente um partido e outro, fingindo que a responsabilidade pelo fracasso do acordo de emergência cabia a todos por igual. Nenhum quis fazer as contas que Gomes Ferreira fez, inquirir o PS sobre o valor das suas «alternativas», avaliar se elas seriam viáveis sem agravar o desastre. Preferem assim: estar distraídos, não fazerem contas, não saberem nada. Assim, já podem dizer que as acusações contra o PS são mera parte de um «jogo de ping pong de culpas».
Além de debilitar Seguro (mero agente transitório), o fracasso das negociações serviu para outra demonstração bem mais relevante: a de que o progresso do país só será feito contra o PS. O PS, hoje, não tem ideologia. Já não quer certamente a colectivização dos meios de produção. Quer apenas um cozinhado confuso de peso estatal aposto à iniciativa privada; de burocracia parasitária da actividade económica; de absorção de meios através do que chama «regulação»; de empresas públicas e monopólios disfarçados com máscaras de falsa concorrência; de fantasiosas «políticas de crescimento», que consistem, por um lado, no mesmo investimento público à Sócrates que nos trouxe com «dinamismo» à bancarrota, e, por outro, em intervenções «especiais» do Estado na economia, como os projectos PIN (verdadeira institucionalização da corrupção, que teria dado um escândalo em qualquer país civilizado); de «política para as pessoas» sem significado algum; de suposta «solidariedade» que só eles ministrariam, porque os socialistas se alucinam num pedestal de virtudes rodeados de gente vil, que são todos os que não pensam como eles; e de «cultura», que é para os socialistas uma arma de arremesso (se «fracturante», tanto melhor). 
Esse poderia ser, também, o programa socialista do confrangedor Hollande. A diferença é que Hollande é governo e, portanto, meteu o irrealismo na gaveta. Mas o nosso PS tem algo mais que os outros partidos socialistas têm menos: tem um Sócrates, um Alegre, um Soares. Tem, bem representada desta forma resumida, uma elite exclusivista e ávida de rendas, que se crê titular de todos os direitos e não tolera mudança alguma. São os mais genuínos reaccionários. Sem ideologia, hão-de sê-lo por razões privadas suas. Foram muito sonoros e claros durante as negociações do acordo de emergência nacional. Foi esclarecedor ouvi-los.


Soares, Alegre e Sócrates. Os verdadeiros reaccionários. Estão contra tudo o que possa mexer no Estado que é deles. Que controlam. Os negócios, as rendas, as PPP, as swaps, as empresas públicas... 
...a de que o progresso do país só será feito contra o PS. O PS, hoje, não tem ideologia. Já não quer certamente a colectivização dos meios de produção. Quer apenas um cozinhado confuso de peso estatal aposto à iniciativa privada; de burocracia parasitária da actividade económica; de absorção de meios através do que chama «regulação»; de empresas públicas e monopólios disfarçados com máscaras de falsa concorrência; de fantasiosas «políticas de crescimento», que consistem, por um lado, no mesmo investimento público à Sócrates que nos trouxe com «dinamismo» à bancarrota, e, por outro, em intervenções «especiais» do Estado na economia, como os projectos PIN (verdadeira institucionalização da corrupção, que teria dado um escândalo em qualquer país civilizado); de «política para as pessoas» sem significado algum; de suposta «solidariedade» que só eles ministrariam, porque os socialistas se alucinam num pedestal de virtudes rodeados de gente vil, que são todos os que não pensam como eles; e de «cultura», que é para os socialistas uma arma de arremesso (se «fracturante», tanto melhor). 
As propostas de Seguro com mais despesa pública são um hino à mentira e à irresponsabilidade !
P.S. (Post Scrptum e não PS!...)
Interessante um dos comentários ao primeiro dos textos (Corta-Fitas):

Um partido em que um bando de velhos com os pés para a cova mandam mais que a liderança em exercício não pode ser levar a sério. Quem tem sempre a democracia na boca que explique qual é o mandato democrático de Mário Soares para que este continue a ter tanta influência na política portuguesa. Isto é puro "feudalismo", porque ninguém vota nele, mas ele continua a mandar, e muito.  
Não é com os "pê-ésses" que Portugal dá a volta. Nem sequer com o (péssimo) edil de Lisboa em São Bento. O Passos Coelho pode ser insuficiente a comunicar, nomeadamente na referência que fez ao norte da Europa já não nos querer sustentar, porque as coisas não assim tão simplistas. O que se trata é que quem define o rumo da UE, e que é a Alemanha, não está mais disposta a financiar políticas redistributivas, que por sua vez caíam que nem ginjas nos interesses políticos de partidos como o PS. O ênfase da UE agora é a competitividade, precisamente porque a Europa perdeu estatuto mundial nas últimas décadas e tem de fazer pela vida para o recuperar, ou pelo menos manter o que tem. Se isso tem óbvios inconvenientes para os países mais débeis como Portugal, também não deixa de ser verdade que a nossa economia não podia continuar como estava, dependente do financiamento externo, mas ao mesmo tempo cada vez mais improdutiva.
Por isso a nossa resposta nunca pode advir de partidos que não aceitam nem entendem os novos tempos, pois vivem virados para o passado, para manter as suas regalias. Portugal tem de aceitar as novas condicionantes, mas alertar os seus parceiros para os seus problemas específicos, concretamente a sua situação social, que é ainda mais frágil que a da Grécia, porque aqui há mais desigualdade social e pobreza estrutural do que em qualquer país da UE 15. De nada adianta vociferar contra as actuais lideranças da Europa, porque não é (só) por elas que há menos disponibilidade para financiar políticas sociais na periferia, pois são os eleitorados dos países ricos que não as querem, dados eles próprios também terem menos desafogo financeiro. E os portugueses têm de entender de uma vez por todas que a "solidariedade" europeia não é eterna e tem condições. Para eles ser pobre não é uma condição, é uma situação. Portugal que não espere sempre apoios financeiros enquanto for um Estado necessitado. É bom que faça por deixar de o ser, ou algum dia deixa de ser "apoiado" de qualquer maneira.

O Baú: Deep Purple - Smoke On The Water

Deep Purple - Smoke On The Water (1973)

Em Portugal vai mudar alguma coisa?

O Vias de Facto publicou alguns excertos de um artigo polémico, mas assertivo, publicado pelo colectivo do Passa Palavra sobre os buracos sem fundo e sobre os cheques em branco do messiânico governo de esquerda. Ficam alguns excertos que me parecem mais significativos.


Quando a esquerda limita o seu alvo à constituição de um governo de esquerda e, acima de tudo, quando considera essa via como possível de reverter o quadro de austeridade está a ser demagógica. Nada temos contra o alívio das condições de vida dos trabalhadores. Mas é ilusório pretender que um governo de esquerda, por si só, será a variável independente que irá reverter a austeridade e trará o crescimento económico, o emprego e a melhoria da situação dos trabalhadores. A demagogia não existe no vazio. Ela é expressão dos interesses dos candidatos a gestores que pululam à esquerda.
Mas discutamos brevemente o que realmente significaria um governo de esquerda. E aqui duas questões se levantam.
Em primeiro lugar, como é que o conjunto da esquerda à esquerda do PS pensa poder constituir governo? No actual cenário parlamentar português só é possível constituir governo integrando o PS num governo. Ora, como este partido considera que o Memorando de Entendimento com a troika é para cumprir e que a austeridade vai continuar, como é que a esquerda lidará com esta questão?
Em segundo lugar, mesmo que fosse possível criar um governo empenhado na reversão da austeridade, como seria isso possível a partir de um único país, ainda por cima quando o Estado português não tem meios de se autofinanciar? E aqui entra o nó górdio do nacionalismo, Uma economia minúscula, endividada e pouco produtiva como a portuguesa não conseguiria lidar com a pressão das instituições europeias e escapar à austeridade. Qual o caminho desse governo português de esquerda? Ou se renderia aos termos do possível e se limitaria a negociar pequenas moderações à austeridade e, nessa situação, muito pouco se distinguiria do PS. Ou tentaria uma fuga em frente e o abandono da zona euro surgiria como o horizonte a considerar. Ora, como procurámos repetidamente demonstrar em vários artigos publicados neste espaço, uma saída do euro representaria um autêntico desastre económico e social para as condições de vida dos trabalhadores, agravando muitíssimo a austeridade. E, por inerência, representaria o funeral de qualquer veleidade autonomista da classe trabalhadora por anos e anos.
(...)
Não há que ter medo da realidade. Derrotar um governo é sempre positivo nos instantes seguintes à sua queda. Mas após os dez segundos iniciais de felicidade, se não houver lucidez e espírito crítico e se essa queda não derivar de lutas massivas dos trabalhadores, então as mesmas práticas, as mesmas políticas e os mesmos princípios de organização da vida em sociedade reproduzir-se-ão no governo seguinte. Derrotar um governo e colocar um outro governo, que de esquerda só levará o nome e fornecerá um novo fôlego de legitimidade à continuação da austeridade, servirá a prazo para desanimar milhares e milhares de trabalhadores e de activistas que colocaram as suas melhores energias e expectativas numa falsa solução.
A aposta da luta política contra o actual governo dos capitalistas não é errada por criticar a austeridade. A panaceia da batalha eleitoral para a formação de um governo de esquerda é um erro por não ver a austeridade como continuação da exploração económica por meios políticos e fiscais. O problema de fundo não é a austeridade, é a exploração. E, de imediato, é errado dar a prioridade à luta eleitoral relativamente à construção de um movimento de base.
Neste sentido, jogar toda a luta política no destino que se dê ao actual governo é uma aposta errada, porque se insere unicamente num desejo de renovação das elites no interior da classe dominante. São ingénuos os que crêem que um qualquer governo de esquerda poderá sequer minorar a austeridade. Só um vasto movimento internacional de base, auto-organizado pelos trabalhadores em torno das suas necessidades prementes e concretas, poderá criar condições para uma real alternativa emancipatória.

Sua Alteza Real, D. Mário Soares!!!

Não resisto à tentação de publicar um texto de Clara Ferreira Alves que já tem algum tempo...
A sua pertinência continua sempre... actual...

Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiència governativa.
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers"..
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola).
A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga.
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez.
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.
Vai.... e não volta mais.

Enquanto tivemos empréstimos, já se lembrou que éramos pobres e que a regra é deixar património para os filhos e não uma herança de dividas?
Para quem tem memória curta!
Não é por acaso que foi cognominado de viajante
A Moral dum exímio gastador!!!!!
Alguém se lembra do nosso Presidente Soares e das suas viagens?
Vamos lá fazer um resumo de onde foram gastos milhões dos nossos impostos, só em viagens, com a sua comitiva... tudo pago pelo
contribuinte, claro!

1986
11 a 13 de Maio - Grã-Bretanha
06 a 09 de Julho - França
12 a 14 de Setembro - Espanha
17 a 25 de Outubro - Grã-Bretanha e França
28 de Outubro - Moçambique
05 a 08 de Dezembro - São Tomé e Príncipe
08 a 11 de Dezembro - Cabo Verde

1987
15 a 18 de Janeiro - Espanha
24 de Março a 05 de Abril - Brasil
16 a 26 de Maio - Estados Unidos
13 a 16 de Junho - França e Suíça
16 a 20 de Outubro - França
22 a 29 de Novembro - Rússia
14 a 19 de Dezembro - Espanha

1988
18 a 23 de Abril - Alemanha
16 a 18 de Maio - Luxemburgo
18 a 21 de Maio - Suíça
31 de Maio a 05 de Junho - Filipinas
05 a 08 de Junho - Estados Unidos
08 a 13 de Agosto - Equador
13 a 15 de Outubro - Alemanha
15 a 18 de Outubro - Itália
05 a 10 de Novembro - França
12 a 17 de Dezembro - Grécia

1989
19 a 21 de Janeiro - Alemanha
31 de Janeiro a 05 de Fevereiro - Venezuela
21 a 27 de Fevereiro - Japão
27 de Fevereiro a 05 de Março - Hong-Kong e Macau
05 a 12 de Março - Itália
24 de Junho a 02 de Julho - Estados Unidos
12 a 16 de Julho - Estados Unidos
17 a 19 de Julho - Espanha
27 de Setembro a 02 de Outubro - Hungria
02 a 04 de Outubro - Holanda
16 a 24 de Outubro - França
20 a 24 de Novembro - Guiné-Bissau
24 a 26 de Novembro - Costa do Marfim
26 a 30 de Novembro - Zaire
27 a 30 de Dezembro - República Checa

1990
15 a 20 de Fevereiro - Itália
10 a 21 de Março - Chile e Brasil
26 a 29 de Abril - Itália
05 a 06 de Maio - Espanha
15 a 20 de Maio - Marrocos
09 a 11 de Outubro - Suécia
27 a 28 de Outubro - Espanha
11 a 12 de Novembro - Japão

1991
29 a 31 de Janeiro - Noruega
21 a 23 de Março - Cabo Verde
02 a 04 de Abril - São Tomé e Príncipe
05 a 09 de Abril - Itália
17 a 23 de Maio - Rússia
08 a 11 de Julho - Espanha
16 a 23 de Julho - México
27 de Agosto a 01 de Setembro - Espanha
14 a 19 de Setembro - França e Bélgica
08 a 10 de Outubro - Bélgica
22 a 24 de Novembro - França
08 a 12 de Dezembro - Bélgica e França

1992
10 a 14 de Janeiro - Estados Unidos
23 de Janeiro a 04 de Fevereiro - India
09 a 11 de Março - França
13 a 14 de Março - Espanha
25 a 29 de Abril - Espanha
04 a 06 de Maio - Suíça
06 a 09 de Maio - Dinamarca
26 a 28de Maio - Alemanha
30 a 31 de Maio - Espanha
01 a 07 de Junho - Brasil
11 a 13 de Junho - Espanha
13 a 15 de Junho - Alemanha
19 a 21 de Junho - Itália
14 a 16 de Outubro - França
16 a 19 de Outubro - Alemanha
19 a 21 de Outubro - Áustria
21 a 27 de Outubro - Turquia
01 a 03 de Novembro - Espanha
17 a 19 de Novembro - França
26 a 28 de Novembro - Espanha
13 a 16 de Dezembro - França

1993
17 a 21 de Fevereiro - França
14 a 16 de Março - Bélgica
06 a 07 de Abril - Espanha
18 a 20 de Abril - Alemanha
21 a 23 de Abril - Estados Unidos
27 de Abril a 02 de Maio - Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de Maio - Espanha
17 a 19 de Maio - França
22 a 23 de Maio – Espanha
01 a 04 de Junho - Irlanda
04 a 06 de Junho - Islândia
05 a 06 de Julho - Espanha
09 a 14 de Julho - Chile
14 a 21 de Julho - Brasil
24 a 26 de Julho - Espanha
06 a 07 de Agosto - Bélgica
07 a 08 de Setembro - Espanha
14 a 17 de de Outubro - Coreia do Norte
18 a 27 de Outubro - Japão
28 a 31 de Outubro - Hong-Kong e Macau

1994
02 a 05 de Fevereiro - França
27 de Fevereiro a 03 de Março - Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de Março - Brasil
08 a 12 de Maio - África do Sul (Tomada de posse de Mandela)
22 a 27 de Maio - Itália
27 a 31 de Maio - África do Sul
06 a 07 de Junho - Espanha
12 a 20 de Junho - Colômbia
05 a 06 de Julho - França
10 a 13 de Setembro - Itália
13 a 16 de Setembro - Bulgária
16 a 18 de Setembro - - França
28 a 30 de Setembro - Guiné-Bissau
09 a 11 de Outubro - Malta
11 a 16 de Outubro - Egipto
17 a 18 de Outubro - Letónia
18 a 20 de Outubro - Polónia
09 a 10 de Novembro - Grã-Bretanha
15 a 17 de Novembro - República Checa
17 a 19 de Novembro - Suíça
27 a 28 de Novembro - Marrocos
07 a 12 de Dezembro - Moçambique
30 de Dezembro a 09 de Janeiro 1995 - Brasil

1995
31 de Janeiro a 02 de Fevereiro - França
12 a 13 de Fevereiro - Espanha
07 a 08 de Março - Tunísia
06 a 10 de Abril - Macau
10 a 17 de Abril - China
17 a 19 de Abril - Paquistão
07 a 09 de Maio - França
21 de Setembro - Espanha
23 a 28 de Setembro - Turquia
14 a 19 de Outubro - Argentina e Uruguai
20 a 23 de Outubro – Estados Unidos
27 de Outubro - Espanha
31 de Outubro a 04 de Novembro - Israel
04 e 05 de Novembro Faixa de Gaza e Cisjordânia
05 e 06 de Novembro - Cidade de Jerusalém
15 a 16 de Novembro - França
17 a 24 de Novembro - África do Sul
24 a 28 de Novembro - Ilhas Seychelles
04 a 05 de Dezembro - Costa do Marfim
06 a 10 de Dezembro - Macau
11 a 16 de Dezembro - Japão

1996
08 a 11 de Janeiro - Angola

Durante os anos que ocupou o Palácio de Belém, Soares visitou 57 países (alguns várias vezes como por exemplo Espanha que visitou 24 vezes e a França 21 vezes), percorrendo no total 992.809 KMS o que
corresponde a 22 vezes a volta ao mundo...

Para quê?
Expliquem ao povo para que serviu tanta viagem…
Eis um dos porquês do nosso recurso ao acordo da troika.

Para o qual esta Alteza agora quer deixar de ser " fiel "…

Mário Soares: A obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika chegou ao fim - Economia - Jornal de Negócios

segunda-feira, 22 de julho de 2013

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Acordo Ortográfico no seu Melhor



Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam.
Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam .
Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se?
O que estão lá a fazer?
Aliás, o qe estão lá a fazer?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s” ?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç” .

Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som. Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.

Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”. Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nadade “k”. Ponha um q.

Não pensem qe me esqesi do som “ch”. O som “ch” será reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”. Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente. Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”- ixtu é lójiqu? Para qê qomplicar ?!? Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra mud a qe eliminamox.

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam! Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox. A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia. É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer. Max, em outrox qazos, á alternativax. Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax lê-se “u” e outrax, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso!

qe é qe temux o “u”? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu. Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.

Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx” . Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

A música do século XXI... Lykke Li - I Follow Rivers

Concurso de docentes 2013/12 - Listas definitivas




António Costa passa sempre entre os intervalos da chuva



Nos últimos dias, a pressão de socráticos e soaristas tinha uma intenção: fragilizar Seguro e pavimentar o caminho para António Costa. Quando a direita acabar de arrumar a casa que foi desarrumada pelo PS, quando o ajustamento estiver concluído, quando as exportações representarem quase 50% do PIB, então, aí sim, o PS poderá voltar ao poder. E, claro, não poderá voltar com o acólito inseguro. Nada disso. Tem de regressar com o preferido da corte de "Lesboa" , o Dr. António Costa, o senhor da inexplicável boa imprensa. Sim, inexplicável. Estamos a falar de um homem que fez parte dos governos que afundaram Portugal na última década e meia (Guterres e Sócrates). Na Câmara, não melhorou. Além de não ter resolvido os problemas clássicos da cidade, o Dr. Costa inventou um problema novo: a recolha do lixo. E na Rotunda? Este Santo Graal da esquerda demonstrou prepotência e cometeu erros que enterrariam qualquer outro político. Mas o Dr. Costa não é qualquer um.

O Dr. Costa é um ungido, está acima da crítica, está acima da transparência institucional. Exemplos? Olhe-se para o caso que está a passar entre os intervalos da chuva: contra um pedido do Público e contra as ordens de dois tribunais, o Dr. Costa não quer tornar público um relatório municipal que aponta falhas graves na adjudicação de empreitadas. O Público pediu o relatório em 2011, mas o Dr. Costa impediu o acesso do jornal ao documento. Segundo o presidente da CML, a divulgação do relatório "abre caminho a que todas as decisões políticas fiquem sujeitas ao escrutínio público". Portanto, transparência institucional é uma ameaça à boa governação de esquerda. Dois tribunais já decidiram contra a Câmara, mas o Dr. Costa recorreu para o Tribunal Constitucional (TC), o tal que tem governado em nome do PS.

Este caso é interessante, porque ilustra bem o momento do país. Um dos senadores da esquerda, o Dr. Costa, recusa submeter-se aos freios e contrapesos, invocando o velho argumento jacobino e republicano - a autonomia do poder, que se lixe Montesquieu. E repare-se que estamos a falar de uma fiscalização de uma política já feita e não de um travão judicial sobre uma política que está por fazer. Ora, isto sucede na altura em que os freios e contrapesos do sistema estão numa campanha deliberada para impedir a governação de um governo de direita. Depois dos acórdãos do TC, uma juíza resolveu impedir o encerramento executivo da Maternidade Alfredo da Costa, numa clara infracção da separação de poderes. Moral da história? A esquerda nem sequer permite a fiscalização dos freios e contrapesos, levando a um défice de separação de poderes; a direita é impedida de governar pelos freios e contrapesos, num cenário marcado pelo excesso da separação de poderes. A III República é dos socialistas, o seu a seu dono.